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10.01.2015
Kings Cup 2014

Charmosa e competitiva, assim é a Kings Cup, uma das maiores competições de jet do mundo

Charmosa e competitiva assim posso resumir a Kings Cup 2014, evento realizado anualmente na cidade de Pattaya Citty – Tailândia. Aqui se encontram os melhores, os mais rápidos e mais conhecidos pilotos de jet do mundo. Situada a 165 km a sudoeste da capital Bangkok, essa cidade litorânea recebe quase cinco milhões de turistas por ano, entre eles as melhores equipes de motos aquáticas do mundo, vindas da Bélgica, Estados Unidos, Filipinas, Japão, França, Reino Unido, Portugal, Rússia entre outras tantas.

A Kings Cup é diferente, senti isso desde quando cheguei, o envolvimento das pessoas, pilotos e equipes era contagiante. Reencontrar amigos e rever as máquinas mais velozes do planeta é algo que compensa os dois dias de viagem.

Diferente das Worlds Finals que acontecem em Lake Havasu (EUA), a Kings Cup eu diria ser mais charmosa, mas o nível de competição é tão bom quanto em terras do Tio Sam, tanto que os mesmos pilotos que competem por lá vão para Pattaya City. Senti falta apenas da equipe do Qatar, essa bem numerosa e expressiva, mas a equipe de Dubai, a famosa SkyDive estava presente com suas tendas e bandeiras. Figurinha ímpar e de uma simpatia impressionante é o piloto de freestyle Rashid Ali Al-Mulla, sempre receptivo a fotos e entrevistas, esse piloto da SkyDive Dubai foi o grande nome do freestyle no evento. Aqui foi praticamente impossível não dar o título de campeão a ele, ou melhor, não teve a “marmelada” que houve em Havasu, quando o mesmo piloto deu um show à parte.

Trabalhar num evento onde tudo funciona é, no mínimo, gratificante. Nada deu errado e passar o dia numa praia com água a 31 graus é algo simplesmente maravilhoso. Acordar cedo e dar “de cara com o mar” na sacada do 21º andar do hotel e poder fotografar os primeiros treinos do dia é simplesmente a realização de um sonho, ou quem sabe, o merecimento de um trabalho reconhecido.

O piloto russo Yuri Ryabko, vencedor do Russky Grand Prix 2014, era aguardado com entusiasmo por todos. A comitiva russa veio em peso, com bons competidores e uma estrutura de dar inveja — praticamente trouxeram uma oficina dentro de dois contêineres e pessoal de apoio. Na água, Yuri ficou na segunda colocação da prova de Endurance, pois na segunda bateria o português Filipe Filipe foi o grande vencedor, mas como não correu a primeira acabou não tendo uma boa pontuação na geral.

O sistema de arquibancadas feito pela organização do evento é perfeito, simples e muito bonito, deixando as acomodações de Lake Havasu a desejar. Na parte superior havia uma área VIP, espaço para imprensa, locutores e transmissão online das imagens. Os dois locutores que se revezavam no evento deram um show à parte, era contagiante a emoção que eles passavam ao público, sem falar no idioma.

Da sacada de nosso quarto conseguíamos visualizar a raia de competição, menor que as Worlds Finals, mas tão competitiva quanto, sendo que os jets passavam muito perto da praia proporcionado belas fotos. A Kings Cup tem quatro baterias por categoria ao invés de apenas duas.

O francês Jean Baptiste Botti e o inglês James Bushell, ambos competindo de Sea-Doo na categoria mais veloz do campeonato, foram os principais nomes do campeonato. Se em Havasu Botti levou o título de homem mais rápido do mundo, na Tailândia foi a vez do inglês que fez corridas perfeitas, apesar de não vencer todas as baterias, mas sempre entre os três primeiros colocados.

Botti simplesmente impressionou, na última bateria da sua categoria o francês largou na sexta colocação, contou com duas quebras dos adversários e chegou em primeiro, era nítido a superioridade de seu equipamento, tanto que depois da ultrapassagem em cima de Bushell, ele disparou na frente. Enquanto seus adversários literalmente “voavam dentro da raia”, Botti passeava com natural superioridade, mas infelizmente foi desclassificado.

Na constante disputa entre marcas, é notório a superioridade da Sea-Doo em competições de raia, ou boias como preferirem, em se tratando das categorias profissionais. A Yamaha com seu novo SVHO é a nova sensação do momento e foi uma das mais vitoriosas dessa prova, assim como em Lake Havasu (EUA). Já a Kawasaki, bem, essa teve um bom desempenho apenas sob a tutela do português Filipe Filipe chegando na primeira colocação da 2ª bateria da prova de Endurance.

Vejo uma crescente superioridade dos SVHO nas provas de longa duração, tanto que o russo Yuri novamente está entre os três melhores do mundo, ficando com o vice-campeonato na Tailândia. Ainda é cedo para definir uma total superioridade, temos pela frente a competição de Mark Hahn no início de 2015 em terras estadunidenses, onde os melhores pilotos de Endurance estarão competindo.

Um fato é que as principais competições — fora as das terras tupiniquins — têm apoio e patrocinadores que acreditam no esporte e investem, aqui no Brasil os presidentes das associações como a BJSA e ARJS precisam implorar por ajuda, isso quando conseguem. E quando conseguem ajuda, mesmo colocando inscrições a custo zero, o grid de pilotos é inferior a quando se paga. O Brasil é um país pujante de campeões, atletas de primeiro mundo e que teriam um forte potencial lá fora, e são esses pouquíssimos que mantém a chama das competições aqui em “Terra Brasilis”, pois pagando ou de graça, eles estão nas águas competindo.

Certamente encerrei 2014 com chave de ouro, esperando repetir todos esses eventos em 2015, desejo a todos um forte abraço e um excelente 2015.

Fonte: Nautica.com.br





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