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10.01.2015
Barreira de corais ameaçada na Austrália

GRANDE BARREIRA DE CORAIS ESTÁ AMEAÇADA NA AUSTRÁLIA

A ciência é bem exata: a Barreira está em estado de degradação e sua condição está piorando. Esse plano não restaura os recifes nem garante a manutenção de seu estado atual, já diminuto.

O estado de saúde da famosa Grande Barreira de Corais, localizada na Austrália, inspira sérios cuidados. Apesar de toda a sua fama, de toda a sua importância ecológica e turística, e de ser uma unidade de conservação oficial da Austrália desde 1975 e considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco desde 1981, a GBC padece dos mesmos problemas de grande parte dos outros ecossistemas recifais do planeta: pesca ilegal, poluição e outras formas de degradação que emanam das atividades humanas na sua região costeira — incluindo a dragagem de portos e o tráfego de navios cargueiros. Segundo um estudo publicado pela revista PNAS, a cobertura de coral vivo dos recifes da GBC encolheu 50% nos últimos 30 anos, aproximadamente (era de 28%, caiu para menos de 14%).

O que vemos nas imagens do Catlin Seaview Survey hoje mostra apenas uma parcela do que existia de corais até pouco tempo atrás, da década de 1980. E o prognóstico para os próximos 30 anos, se as coisas continuarem do jeito que estão, também não é muito animador.

A situação exigiu que a  Unesco ameaçasse colocar a GBC na lista de “Patrimônios Ameaçados” este ano, se o governo australiano não adotar imediatas  medidas para garantir a sobrevivência dos recifes. O governo ouviu o recado e publicou um Plano de Sustentabilidade a longo prazo, com uma série de metas e compromissos associados à conservação  do local. O problema é que o plano foi massacrado pela comunidade científica logo na sequência. A Academia Australiana de Ciências publicou uma resposta oficial ao projeto, dizendo que a proposta do governo é limitada e não chegará a garantir a sustentabilidade dos recifes a longo prazo.

“A ciência é bem exata: a Barreira está em estado de degradação e sua condição está piorando. Esse plano não restaura os recifes nem garante a manutenção de seu estado atual, já diminuto”, diz o pesquisador Terry Hughes, em um comunicado divulgado pela Academia. Uma das principais falhas, segundo ele, é que o projeto ignora as novas ameaças trazidas pelo aquecimento global, que incluem a elevação de temperatura e acidificação da água do mar — fatores prejudiciais aos corais. O plano será submetido à Unesco para análise.

Herton Escobar
Foto: Catlin Seaview Survey
Fonte: Revistamergulho.com.br





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