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20.03.2015
 Perfeita como num sonho - Essa onda existe?

Todo o surfista sonha com a onda perfeita, mas será que ela existe? Do que estamos falando? De forma? De força? De velocidade? De extensão? De tamanho? Qualquer resposta razoável diria que é uma combinação de tudo isso. Mas de acordo com a expectativa de quem?

A forma teria de ser tão cilíndrica que permitisse Kelly Slater andar ainda mais fundo no interior do tubo? A força proporcional à violência das rasgadas de Sunny Garcia? A velocidade páreo para a capacidade de aceleração de Felipe Toledo? A extensão suficiente para que Gabriel Medina exibisse todo seu repertório de manobras? O tamanho desafiador a ponto de provocar uma descarga de adrenalina em Laird Hamilton?

Uma coisa é certa, a onda que atendesse a todos estes pré-requisitos teria que ser uma mistura de Teahupoo, com Sunset, com Pipeline/Backdoor, com Superbank e com Jaws, e somente poderia ser surfada por poucos, muito poucos surfistas, que fossem quase tão perfeitos quanto elas?

E a grande massa de surfistas que tem como seu maior desejo surfar ondas entre quatro e oito pés, com um drop vertical, mas não impossível, seguido de uma seção tubular, mas não assassina, e outra manobrável, mas não rápida demais, com tudo acabando no canal, onde os amigos aplaudem sua performance, eles tão sonhando com o quê? Não é justamente com a onda perfeita?

Perfeição é um conceito subjetivo, e a definição do que é uma onda perfeita vai sempre variar de surfista para surfista. O surfista de pranchão e o de pranchinha, o fissurado em tubos e o que só pensa em aéreos, o que adora inventar novas manobras e o que vive de drops quilométricos, todos sonham com a onda perfeita. Mas cada um tem sua necessidade própria, seu sonho particular.

O perfeito não existe. O perfeito é efêmero. O perfeito é um sonho. Uma das definições de sonho diz: “Coisa imaginada, mas sem existência real no mundo dos sentidos”. Outra: “Pensamento dominante que seguimos com interesse ou paixão”. Também: “Fantasia, ilusão, utopia”.

Ainda assim, numa permanente discordância da razão, mesmo conscientes da imaterialidade do perfeito, os surfistas nunca desistem e continuam acreditando na existência da onda perfeita, da onda do sonho.

Todo surfista sabe que uma onda, por mais perfeita, nunca é igual à outra. O que jamais impediu que, na hora de descrever aquela sessão alucinante, os surfistas encham a boca de certeza ao afirmar para os amigos que as ondas estavam tão perfeitas que entravam uma igualzinha à outra.

Desert Point produz ondas perfeitas? Jeffrey’s Bay produz ondas perfeitas? O que as ondas desses dois picos, que habitam o imaginário dos surfistas na condição de produtores da perfeição que tanto sonham, possuem em comum? Muito ou pouco? Em um local as ondas quebram para a esquerda e no outro para a direita, em um a água é quente e no outro gelada, em um o fundo é de coral e no outro de pedra, em um as ondas são longas e no outro mais longas ainda. Mas não há quem surfe as ondas de Desert ou de J-Bay num dia clássico que não saia d’água feliz por ter experimentado o gosto da perfeição.

Fonte: Waves.terra.com.br





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